Menu CICS.NOVA

MISSÃO

O CICS.NOVA tem como missão o desenvolvimento de investigação interdisciplinar em ciências sociais, a promoção de pensamento crítico e a integração do conhecimento gerado nas comunidades em que está inserido, a nível nacional e internacional, designadamente através da acção dos seus Polos regionais. A matriz interdisciplinar desta unidade de investigação congrega o conhecimento em sociologia e geografia, enquanto áreas centrais, com outras ciências sociais e com as humanidades. Acrescem as fortes articulações com as ciências da vida, do ambiente e com as engenharias, que conferem um carácter particularmente original e abrangente à investigação científica do CICS.NOVA.

O CICS.NOVA atribui um papel particularmente relevante ao ensino e à formação avançada, através da coordenação e participação em diversos programas de doutoramento, mestrado e cursos livres, e através do acolhimento de investigadores em formação. Um papel igualmente relevante é atribuído à cocriação e à transferência de conhecimento em articulação com decisores políticos, empresas e outras organizações da sociedade civil, designadamente através das actividades desenvolvidas pelos seus Observatórios e Laboratórios. O CICS.NOVA fomenta ainda a disseminação e a comunicação de ciência e conhecimento, por intermédio de uma forte presença na comunidade científica (organizando conferências, seminários e workshops, e promovendo a edição de revistas científicas e livros) e no espaço público (dinamizando comunidades de práticas, estimulando a publicação de documentos de apoio à decisão, desenvolvendo recursos online e apoiando a participação dos seus investigadores nos media). Estes eixos de atividade são orientados pelo estudo interdisciplinar dos sistemas territoriais e do comportamento humano, as particularidades do funcionamento das instituições e as suas relações com os contextos espacial e social envolventes.

Nestes termos, o CICS.NOVA pretende consolidar a sua posição e expandir o seu alcance enquanto referência nacional e internacional na produção de conhecimento científico, adoptando uma abordagem desenvolvida tanto a partir de questionamentos teóricos e/ou epistemológicos, como a partir de problemas sociais concretos contribuindo, neste último caso, com respostas inovadoras que geram impacto social positivo. No futuro imediato, o CICS.NOVA aposta na captação e retenção de investigadores através do fomento das suas actividades científicas, de uma política de incentivos directos à produção de conhecimento e da sinergia entre ensino e investigação. Aposta, igualmente, no desenvolvimento de investigação que aborde os principais temas e desafios estabelecidos nas agendas nacional e internacional, designadamente através da articulação entre investigadores e grupos de investigação e da integração do trabalho desenvolvido nos seus diferentes polos regionais, nos Açores, em Braga, em Évora e em Leiria. Com base nas actividades do Laboratório de Ideias, procurará estimular também o desenvolvimento de abordagens científicas emergentes no seu âmbito e no quadro ampliado dos saberes e das disciplinas que abarca, conferindo-lhes a devida expressão pública.

A abordagem interdisciplinar, a implantação alargada no território nacional, a sua integração em várias instituições do ensino superior através dos seus polos regionais e a abertura às ciências da vida, do ambiente e às engenharias constituem os principais traços distintivos do CICS.NOVA no panorama das Unidades de Investigação consignadas às ciências sociais em Portugal e a base da sua internacionalização.

Linha Temática 1: Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade
Linha Temática 2: Inovações e Competitividade Territorial

Linha Temática 1: Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade

Coordenador: Sérgio Rosendo

A Linha Temática “Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade” pretende explorar o potencial das várias dimensões humanas, em vez de enfatizar simplesmente a economia em que se movem os seres humanos. Mais do que se assumir que o crescimento económico conduz a um maior bem-estar, encara-se o aumento de rendimento como um meio de desenvolvimento e não como um fim em si mesmo. O desenvolvimento humano centra-se na vida das pessoas, nas suas oportunidades e escolhas que possam reforçar os mecanismos de inclusão social e coesão. No passado, os investigadores do CICS.NOVA investiram fortemente nestas temáticas. Agora, como parte da estratégia desta UI, pretendemos reforçar a sua centralidade, dando prioridade ao desenvolvimento humano como um eixo central na nossa agenda futura de investigação. Todos os Grupos de Investigação irão desenvolver investigação centrada em diversas matérias relacionadas com oportunidades e escolhas que possibilitem um aumento da qualidade de vida das pessoas. Pretende-se desenvolver as suas capacidades, dando-lhes a hipótese de as porem em prática, e outro dos objectivos é descobrir como lidar com a necessidade de conservação dos recursos naturais e de adaptação às alterações climáticas. Desenvolvimento Humano significa, essencialmente, ter-se mais possibilidade de escolha e criarem-se mais oportunidades.

A agenda de investigação do CICS.NOVA prioriza os processos orientados de desenvolvimento humano, de modo a que as pessoas, individual ou colectivamente, atinjam o seu potencial pleno e tenham uma oportunidade de levarem vidas produtivas e criativas de que se possam orgulhar.

Esta Linha Temática acompanha as prioridades estabelecidas pela comunidade internacional, que se direccionam para a implementação e monitorização da Agenda 2030, em que a abordagem do desenvolvimento humano permanece como crucial na tentativa de melhorar o bem-estar da vida da população, através da manutenção de um planeta estável, equitativo e sustentável.

Os investigadores do CICS.NOVA investiram já nos pilares-base do desenvolvimento humano – equidade, produtividade, capacitação, cooperação e segurança – e continuarão a fazê-lo no futuro. O desenvolvimento humano implica uma vida longa e saudável (RG5), acesso à educação, o que conduzirá a um bom emprego (RG6 e RG2), e a uma variedade grande de bens e serviços (RG1). Neste contexto, a sustentabilidade impulsiona o desenvolvimento humano, com base na ideia de que a actividade humana é dependente do ambiente envolvente, como sejam a qualidade dos recursos naturais ou os efeitos das alterações climáticas (RG1, RG3, RG4). A saúde, a segurança social e a estabilidade económica da sociedade são essenciais na definição de uma qualidade de vida sustentável (RG5, RG1 e RG2). A interdependência entre o DH e o desenvolvimento sustentável (social, económico e ambiental) reflecte a especificidade deste início de milénio. Estas tendências traduzem as oportunidades crescentes para a cooperação entre os diferentes RG, através do desenvolvimento de interesses de investigação transversais e do lançamento de abordagens inovadoras e experimentais.

 

Linha Temática 2: Inovações e Competitividade Territorial

Coordenador: Maria João Leote

Os processos inovadores são frequentemente baseados numa competição que premeia a proposta mais adequada para um problema pré-definido. A maioria do nosso trabalho na área das inovações é baseado no território e relaciona-se com ambientes competitivos. Esta Linha Temática pretende articular as várias iniciativas de investigação que se relacionam com inovações e competitividade territorial, de modo a apoiar eficazmente a tomada de decisões e a criação de políticas.

As inovações devem ser encaradas num sentido lato, que inclua as suas diferentes dimensões, com ênfase na sua vertente tecnológica e social. Por um lado, queremos estudar a forma como a tecnologia está a transformar os estilos de vida e comportamentos humanos, assim como a necessidade de a desenvolver de modo a orientar melhor os sistemas territoriais, pelo uso crescente de infraestruturas digitais (ex. IoT – Internet of Things). Levando em consideração a perspectiva das inovações sociais, devemos pensar sobre como as novas estratégias, conceitos, ideias e organizações vão ao encontro das necessidades sociais, pela incorporação de estudos e processos sociais de inovação, e sobre quais são os seus objectivos e impactos sociais. Por outro lado, as inovações estão intimamente relacionadas com a competitividade territorial e têm uma verdadeira dimensão espacial.

Queremos também incrementar o conhecimento sobre os processos subjacentes à capacitação dos territórios. A complexidade territorial e social emergente, juntamente com novas formas de governança (um número maior de intervenientes e uma maior diversidade), exige novas ferramentas teóricas e tecnológicas de inquirição científica, de modelação, análise e visualização. Seguindo uma perspectiva ecológica, as inovações são concebidas e analisadas através de ecossistemas identificados como sendo favoráveis a processos de mudança, em contextos de fácil adaptação. Identificam-se estudos de caso em ambientes industriais e laborais (RG2), em organizações de saúde (RG5), em escolas (RG1) e também em processos legais contra a discriminação (RG1). No entanto, nesta linha temática, a maior ênfase está na forma como as inovações produzem efeitos que se relacionam com as alterações territoriais (sobretudo os RG3 e RG4: renovação das cidades e das paisagens, processos de gentrificação, zonas costeiras e políticas de crescimento azul, agricultura e estudos sobre alimentação).

Esta é uma outra dimensão: é necessário desenvolver modelos inovadores e soluções baseadas em tecnologia para apoiar a tomada de decisões, nomeadamente no que diz respeito à elaboração de políticas públicas, sua implementação, monotorização e avaliação. Os dados tornam-se cada vez mais um recurso essencial para as organizações e territórios, e o aumento e a diversidade de fontes de dados e modelos (ex. VGI – informação geográfica voluntária, 3D, análise de redes sociais, modelos analíticos, etc…) constituem oportunidades permanentes para desenvolvimento de investigação empírica e teórica. Embora os tópicos centrais desta Linha Temática permaneçam nos RG2, RG3 e RG4, o desafio é impulsionar futuros cruzamentos com tópicos de investigação da outra Linha Temática. A investigação cooperativa entre grupos de investigação já é desenvolvida no Observatório de Avaliação de Tecnologia e na Cátedra Jean Monnet OCEANID e pode ser incrementada no âmbito desta Linha Temática.